segunda-feira, 27 de junho de 2011

sobre oportunidades

Eu tenho um emprego, uma profissão, um ofício. Seja qual for a definição.
Sou estagiária numa agência de publicidade, isso é o que está no papel.
Mas todos os dias que entro lá, eu sinto que estou entrando em casa. É uma família. São meus amigos além de colegas e chefes.
Entrei na Incomum dia 20 de janeiro, numa quente e triste quinta-feira, após receber um e-mail do meu atual chefe, me chamando para conversar. Eu tinha telefonado para marcar uma entrevista na semana anterior.
Eu comecei no mesmo dia. Evoluí, conheci pessoas importantes as quais eu me referia "a dona da loja tal...", hoje em dia eu troco e-mails diariamente com essas pessoas, com a intimidade de um bom relacionamento entre agência-cliente.
Obrigada Incomum, eu me tornei uma pessoa muito melhor!

Há 5 meses eu tenho ganho todos os dias oportunidades de ser uma pessoa melhor. E não tenho desperdiçado nenhuma. Levo a sério as coisas sérias e nem tão a sério as que "me tiram do sério". Parei de chorar por qualquer coisa e de sentir medo e insegurança de tudo.
Estou a 140km da minha família, das minhas irmãs que são o que mais amo no mundo, do meu velho pai e da minha linda mãe.
Hoje de manhã eu acordei com febre. Já estava mal há 4 dias, mas hoje foi a gota d'água. Acordei, tomei banho, troquei de roupa e fui ao pronto-atendimento. Sozinha.
Na ida, na ventania eu pensava: Onde está a guria que não vivia sozinha e reclamava de tudo?
Por que eu não esperneei para alguém me levar ao hospital?
Porque eu aprendi que as pessoas não têm que viver pra mim! É fácil separar as coisas. Agora é.
Quando se tem uma vida é fácil entender que cada um tem a sua.

Eu gostaria de todos os dias passar em casa para tomar café antes de ir para a faculdade, almoçar a comida da minha mãe, assistir o futebol com o meu pai e jogar videogame com as minhas manas.
Gostaria de ter alguém para abraçar nos finais de semana. Alguém que me buscasse em casa e dissesse ao meu zeloso pai: "Eu devolvo ela domingo".
Sim, eu resolvi fazer as coisas diferentes.
Saí de casa, acabei morando sozinha.
Mas eu sei que essa fase é só uma transição. Logo eu estarei melhor em todas as questões, financeiras, afetivas.
Enquanto isso, eu peço a Deus todos os dias que proteja as pessoas que amo e me dê força e paciência para lutar e aguardar os frutos das sementes que plantei.
"Se você é bom em alguma coisa, jamais a faça de graça."
Quem disse que sairia barato trabalhar e estudar longe de casa?

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