sábado, 29 de outubro de 2011

de mãos dadas com a felicidade

O convite dessa vez era pra uma sinuca, relativamente cedo: "Após a aula, umas 22h."
Na frente do bar, ele me esperava. Um moletom por cima da camisa do Grêmio.
"Tá meio cheio aqui, acho que é melhor ir no Observatório."
Chegamos lá, duas fichas e uma cerveja. Eu, que detestava cerveja, agora até sei o gosto de cada uma em particular.
Uma mesa de sinuca vazia, ele pergunta: "Sabe jogar?". Só fiz aquela cara de "tás brincando né?" e rolei os tacos na mesa para ver a qualidade da madeira.
Comecei a partida sentindo que não seria bom para minha tendinite.
O jogo foi rápido. Ele ganhou a primeira. Mas só restava uma bola das minhas sobre a mesa. Então, digamos que foi parelho.
Toda vez que eu passava por ele, em volta da mesa, ganhava um tipo de carinho.
Comecei a segunda partida ganhando. E ganhei um beijo quando fiz um milagre numa jogada. Coisa que só vi meu pai fazendo até hoje!
Ganhei a segunda partida. E ficou aquilo de "Melhor de três?". Não. Não é necessário competir.
Saímos do bar e compramos outra cerveja no bar em frente a Universidade Católica.
Conversa e conversa. Ele é tão bonito que essas promotoras de evento passavam entregando flyer de eventos e sorriam facinho pra ele. Eu era praticamente ignorada por elas.
Ele pegava os flyers "Lançamento cd (banda de pagode)... bah, desculpa, eu gosto de AC/DC".
E eu sorria. Passei a noite toda boba.
Conhecidos passavam pra lá e pra cá e eu nada preocupada, curtindo os abraços e carinhos.
Hora de ir embora. Surpresa, surpresa. Ele pegou a minha mão e saímos naturalmente em meio àquela multidão da "faixa de gaza".
Ah, quase esquecendo. O nome dele, chama-se Felicidade.

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